Feriado em São Paulo
Já fui diversas vezes a São Paulo, mas, sempre que vou, é para participar de algum evento específico. Assim, mal consigo conhecer a cidade no pouco tempo livre que tenho. Portanto, dessa vez, precisava ir para conhecer, visitar alguns pontos que ainda não conhecia, além de poder revisitar locais onde já havia estado há muito tempo.
E assim, aproveitando o fim de semana prolongado pelo
feriado de 7 de setembro de 2026, lá estava eu... O caipira na capital.
Acompanhado de uma bela garota, a quem tenho a honra de
chamar de namorada. Passagens compradas, hotel reservado, cronograma todo
montado e fechado. Chegamos à cidade na sexta-feira, por volta das 20h, e fomos
direto para o hotel, onde já havia ficado hospedado outras duas vezes. Era hora
de descansar, pois o sábado começaria cedo.
Planos Frustrados
Sábado, acordamos cedo e fomos direto para o café da manhã,
a melhor parte de se hospedar em um hotel. Após tomar café e praticamente
almoçar, saímos em direção à estação mais próxima, com destino ao Zoológico.
Fomos até o Jabaquara e, de lá, pegamos um Uber. Assim, chegamos ao Zoológico de São Paulo.
O céu nublado já indicava o que estava por vir: chuva.
No cronograma planejado, além do Zoo, estavam o Jardim Botânico e o Parque do Ibirapuera. Infelizmente, tivemos que alterar os planos. Passamos o dia quase todo no zoológico, entre ver alguns animais durante os pequenos intervalos em que a chuva dava uma trégua e fazer pausas para comer alguma coisa e tomar uma bebida quente.
Nem as capas de chuva foram suficientes, mas valeu o dia. Aproveitamos ao máximo e conseguimos andar por todo o parque.
Às 15h30, deixamos o Zoo, pegamos um Uber e, depois, o metrô
novamente até a Avenida Paulista para conhecer o MASP.
Passei diversas vezes pela Paulista e em frente ao museu,
mas nunca havia entrado para conhecer. Dessa vez, porém, seria diferente.
E simplesmente é incrível.
Não sou conhecedor de arte e sei pouco sobre alguns dos
artistas mais famosos, mas a sensação de estar ali, de frente para obras feitas
manualmente por gênios que eu só conhecia dos livros didáticos e de imagens,
foi simplesmente incrível. Monet, Renoir, Van Gogh, Picasso, Rafael, entre
tantos outros que fazem parte da história da arte.
Algumas obras impressionam não apenas pela beleza, mas
também pela idade e pela maneira como conseguiram sobreviver ao longo do tempo.
À noite, fomos ao My Fucking Comedy Club para comer e assistir a alguns stand-ups. Voltamos caminhando pela Paulista e aproveitamos para fazer uma visita ao recém-inaugurado banco com as estátuas de bronze de Mauricio de Sousa e da Turma da Mônica, em comemoração aos 90 anos do cartunista.
Ida ao Centro
No domingo frio, marcando 13ºC, após mais um belo café
da manhã, fomos ao Mosteiro de São Bento, localizado no centro da cidade de São
Paulo.
Lá, acompanhamos a missa das 10h, realizada com canto
gregoriano. Uma experiência fantástica que recomendo. Eu já havia participado
de uma missa semelhante no Rio de Janeiro, coincidentemente também no Mosteiro
de São Bento de lá.
Ao término, e depois de tirar algumas fotos do interior da bela Basílica Abacial Nossa Senhora da Assunção, partimos rumo ao Mercado Municipal de São Paulo.
No Mercadão, não poderíamos deixar de provar o mais famoso
sanduíche de mortadela, típico do local, no Bar do Mané, que possui mais de 80
anos de tradição.
Enfim, seguimos para o Pateo do Collegio, onde surgiu a cidade de São Paulo.
Com uma leve garoa caindo, seguimos às pressas para a Praça
da Sé e para a maravilhosa Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção e
São Paulo.
Faltam-me palavras para descrever a grandiosidade do local,
desde a primeira vista da catedral a partir da praça até o seu interior.
E saber que, alguns anos atrás, era quase impossível ir até o local devido à grande quantidade de moradores de rua e à alta taxa de roubos que acontecia no centro me faz pensar que a população estava perdendo um dos lugares mais sensacionais que já visitei.
Espero que, em algum momento, eu retorne ao centro e possa
me surpreender mais uma vez com uma revitalização completa da principal área da
cidade.
E a garoa se transformou em chuva forte, encerrando, assim,
as atividades do dia.
Independência ou Morte
Assim chegamos ao último dia da miniaventura na capital.
Segunda-feira, 7 de setembro, feriado nacional, Dia da
Independência do Brasil. E o melhor lugar para ir, sem dúvida, seria justamente
onde D. Pedro I estava quando fez a proclamação da Independência.
Após o café da manhã — e não me canso de falar o quanto é
bom o café de hotel —, pegamos metrô e Uber e chegamos à primeira parada: o
Museu de Zoologia da USP.
Após uma breve visitação para conhecer a coleção de animais
e aprender algumas curiosidades novas, finalmente fomos ao principal local do
dia: o Museu Paulista da USP, ou Museu do Ipiranga.
Ao descobrirmos a pequena fila quilométrica que havia para
entrar, decidimos apenas passear pelo parque e deixar uma nova visita ao museu
para outra oportunidade. Eu já havia visitado o local em 2010.
Então, seguimos caminhando pelo parque, vendo as atrações que havia, especialmente as relacionadas à comemoração da data. Passamos pela feira de rua, com várias barracas de comidas, até chegar ao Monumento à Independência, às margens do Ipiranga.
Na volta ao local do museu, paramos na Casa do Grito para
conhecer e fizemos uma pausa para o almoço na feira. Assim, finalizamos o fim
de semana de turismo pela cidade de São Paulo.
Ainda fizemos uma parada no bairro da Liberdade para tomar
um café da tarde e, de trem, seguimos até o Aeroporto de Guarulhos, onde
terminou, enfim, a miniaventura do feriado.
São Paulo sempre me surpreende a cada visita. Em dezembro,
estarei de volta para a CCXP e, no tempo livre, quem sabe não aproveito para
conhecer algum outro cantinho da cidade?
Vale mencionar que toda a viagem foi feita com tracking pelo
Find Penguins, que comentei anteriormente.








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